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  • Foto do escritorTatiana Esposito

Ativamente 2024: História da tecnologia, aluno protagonista, professor mediador

Atualizado: 13 de mar.

Enquanto as aulas do Ativamente não retornam, a equipe pedagógica trabalhou e tem trabalhado muito na elaboração das atividades da primeira etapa de 2024. O objetivo é que as propostas para todas as séries, de 1º ao 9 ano, estejam alinhadas à BNCC e sigam oferecendo uma aprendizagem

criativa, divertida e estimulante.



Para este ano, a ideia é que todos os estudantes trabalhem um mesmo tema, com as atividades preparadas de acordo com a idade e a série dos alunos. Assim, a proposta está fundamentada na História da Tecnologia, abordando desde os primeiros instrumentos, como a pedra lascada, a pedra polida, a roda, o papel, até chegar ao que chamamos de mecânico, para finalmente alcançar o digital.


“Vamos sair dos primórdios da tecnologia para aquilo que é mais imersivo, aquilo que é mais digital possível para o aluno, porque eu ficava sempre naquela ideia: uma criança que nunca viu a vaca sempre vai pensar que o leite vem da caixinha e o leite não vem da caixinha! Então, essa é a ideia principal, pensar na origem da tecnologia, trazer a história da tecnologia, da escrita, da linguagem, da roda, do brinquedo e do transporte. Nós trazemos a história da tecnologia em diferentes momentos, com diferentes atividades, atividades no Scratch, no bloco de notas, em painéis digitais e painéis produzidos pelos alunos, com materiais físicos, no plugado e no desplugado. A ideia é se criar um protótipo para cada semestre”, explica Diego Kenji de Almeida Marihama,  Doutor em Educação e Diretor Pedagógico do Ativamente.


Ao trabalhar um mesmo tema central para todas as séries, a equipe buscou entender as características de cada ano. O grande desafio foi justamente pensar nas particularidades dos alunos e das turmas, colocar os objetivos, desenhar as habilidades e competências a partir da BNCC e a partir daquilo que é comum, os conteúdos base, para depois utilizar as habilidades tecnológicas.


Começando lá com os pequenos, no 1º ano, a ideia é sempre trabalhar de forma interdisciplinar e lúdica, dialogando com o material já utilizado em sala de aula. “Nós vamos sempre nas características da série e dos alunos, começamos com os brinquedos, 1º e 2º ano trabalham bem essa ideia do brinquedo, como foram construídos os primeiros brinquedos, aí vem os autômatos, nós trazemos um pouco da história dos brinquedos, sempre voltado para a tecnologia. Depois saímos dessa parte de história e produzimos um autômato, assim, a segunda etapa vai trabalhar a produção de um brinquedo mecânico e tudo vai evoluindo, começando do mais simples para o mais complexo, essa é a ideia”, contou Diego.


A partir deste ano, Diego e sua equipe buscam criar em Poços, com o Ativamente, a cultura da continuidade do material já desde os primeiros anos, possibilitando que se chegue ao nono ano com um protótipo mais tecnológico e moderno, trabalhando de forma bem mais aprofundada com o Arduino. Assim os alunos poderão construir diferentes ideias e soluções.


“Até então, os alunos [do fundamental 2] trabalharam a ideia do Arduino, mas não com o Arduino de fato. Vamos seguir por esse caminho para que em 2025 possamos de fato trabalhar com essa ferramenta, então é uma escada, é um processo. Estamos construindo esse processo, esse amadurecimento da ideia para realmente trabalharmos com o Arduino, isso é o que nós estamos tentando fazer. A ideia é que um ano seja a continuidade do outro, vamos seguindo essa trilha e fazendo os recortes necessários, inserindo os conteúdos mais complexos nessa trilha. Primeiro eu trabalho a história e os processos, depois eu trabalho mais com os objetos,” explicou o diretor.



O diretor pedagógico falou ainda da importância da tecnologia dentro das escolas, sendo utilizada como ferramenta de ensino. “Hoje, a informação do mundo, as compras e até as relações estão nos meios tecnológicos e parece que a escola ainda não está nesse caminho tecnológico. Do muro para dentro ainda é muito institucional apenas. Então, voltar à tecnologia parece que é uma ligação entre escola e sociedade, porque a sociedade está nesse caminho de colocar tudo digital e a escola está tentando seguir esse caminho, esse caminho de compartilhar informações, de compartilhar conhecimento. A tecnologia contribui para esse processo, é um recurso e é um recurso muito necessário e muito importante no momento em que estamos, desde as relações internacionais, até o convívio local”, destacou.


Formado em Filosofia e Doutor em Educação, Diego tem uma trajetória marcada pela filosofia, e a filosofia como um caminho para se trabalhar criticamente todos os processos. Há 16 anos no magistério, já foi professor, orientador profissional e pedagógico, coordenador, vice diretor e diretor. Atuando hoje como designer de projetos educacionais inovadores, Diego busca sempre criar projetos que pensem na aprendizagem do aluno com criatividade. “O aluno faz, o aluno produz, a ideia é trabalhar o protagonismo do aluno e a mediação do professor, saindo de uma esfera em que o professor era detentor de tudo para um trabalho mais mão na massa do aluno, com  a ajuda do professor para  os discernimentos, para a busca da verdade, porque  informação existe muita, mas a gente tem que buscar o que e real,  buscar a essência”, finalizou.  

 


Acontece no Mundo Ativamente

Esse é o Acontece no Mundo Ativamente. Um diário de bordo do projeto “Poços Educação para o Futuro”, que leva a Aprendizagem Criativa do Ativamente para as escolas municipais de Poços de Caldas. Acompanhe nosso blog e participe. :) Sua participação é muito importante para nós e para todos os envolvidos nessa jornada!

 

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